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A busca pelo prazer

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Dentro da sociedade civil, o que define o mérito do indivíduo é a sua capacidade de servir aos outros. Um vendedor, por exemplo, depende inteiramente dos seus compradores para poder se manter no topo do sistema de méritos estabelecido no capitalismo.

Para que ele venda seus produtos, é necessário que eles sejam, de alguma forma úteis.

De onde se conclui:

Utilidade = Trabalho = Dinheiro = Sobrevivência

Ou seja, o que define o mérito de um comerciante no capitalismo é sua utilidade social.

O Estado não funciona assim. Dentro do Estado uma pessoa é eleita para governar um determinado período. Os ganhos não dependem da utilidade das ações dos políticos dentro de suas gestões, mas pela capacidade que eles têm de convencer – e, por vezes, enganar – a maioria das pessoas, ganhando as “eleições”.

Propostas Convincentes = Vitória = Dinheiro = Sobrevivência

Dentro do sistema de méritos do Estado, ganha quem convence mais. Convencer, é claro, não é uma tarefa que precise lidar apenas com a verdade. Muitas vezes pode-se convencer através de mentiras, portanto, a mentira e a fraude são recompensadas, de certa maneira, na meritocracia Estatal.

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A utilidade é recompensada na meritocracia comercial

Isso não significa que a utilidade também não possa ser enganosa. Por exemplo, pode-se vender um produto A ocultando seus defeitos. Mas a instrução da sociedade torna esse tipo de mentira cada vez menos recompensada.

Cabe aqui uma expicação para “utilidade”. A utilidade de um produto depende da satisfação (ou do desprazer evitado) que o indivíduo terá ao utiliza-lo. O tempo e o valor também entram na equação. Por exemplo, caso uma pessoa seja levada a escolher entre um computador e uma festa, ela poderá escolher o primeiro por causa do tempo em que o computador pode proporcionar prazer.

O preço também é definido pela possibilidade de obter prazer, uma vez que as pessoas vão buscar mais os produtos mais “prazerosos”.

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O problema das sociedades coletivistas

Os sistemas coletivistas partem do pressuposto de que o homem merece determinados direitos apenas por sua condição humana. Basicamente oferece-se uma parcela de toda propriedade do mundo para todos os seres humanos existentes, desconsiderando qualquer merecimento que a pessoa possa ter. Os ladrões e preguiçosos ganham o mesmo tanto que os trabalhadores, e, sendo o trabalho um sacrifício, o benefício de viver sem trabalhar (no entanto se apropriando dos frutos do trabalho alheio) são muito maiores.

O problema é que a busca por satisfação está entranhada no ser humano. Qualquer sociedade que desconsidere isso e acredite que todos seremos maravilhosos e bonzinhos por simples altruísmo (ou por doutrinação), é falha.

Written by libertarian

27 janeiro, 2008 at 6:59 pm

Publicado em Teoria

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