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Coletivismo

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“Collectivism is the ancient principle of savagery. … Collectivism is not the ‘New Order of Tomorrow.’ It is the order of a very dark yesterday.”

Ayn Rand

As premissas do coletivismo são:

  1. A sociedade é um organismo que possui valores e objetivos iguais portanto, todos devemos operar a favor deste grande organismo.
  2. Alegria gera tristeza ou seja, não é possível um indivíduo A ser feliz sem tornar um indivíduo B infeliz. É basicamente um conceito de universo mau.
  3. O indivíduo não é um fim em si mesmo, mas apenas um meio para um fim definitivo – o “bem comum” ou qualquer coisa do gênero.
  4. Amor universal. Para o coletivista é possível um homem amar à humanidade INTEIRA sem restrições.

Destruindo as premissas

1. A sociedade como um organismo

A sociedade não passa, na realidade, de um conjunto de indivíduos. O fato de determinados grupos se parecerem uns com os outros decorre da característica natural do homem de se guiar pelos seus semelhantes e não de uma consciencia coletiva. A visão organicista da sociedade é apenas uma idéia com ares religiosos e sem nenhuma possibilidade de ser provada.

2. Alegria gera tristeza, o jogo de soma zero

A segunda premissa é de que a sociedade, sendo um “sistema”, sempre vai estar fadada ao conflito de interesses. “A vitória de um é a desgraça de outro.”, afirmam os coletivistas. O problema é que este tipo de afirmação desconsidera duas particularidades que sempre existiram entre os seres humanos: a criação de riquezas e a troca.

Dois indivíduos que executam uma troca não estão se sacrificando um pelo outro, portanto, não há necessidade de sacrifício em uma sociedade de troca. Não há outro meio de gerar abundância e melhorar a vida dos homens a não ser produzindo as riquezas, portanto o trabalho põe abaixo a idéia de “jogo de soma zero”.

3. Animais sacrificáveis

O coletivismo sustenta que a propriedade privada é imoral. Então a propriedade deve ser dividida por igual a todos os seres humanos (seja do mundo ou apenas de determinada área geográfica).

Mas existem dois empecilhos a este objetivo:

a) Para que se dê cabo da propriedade privada, é necessário o uso do Estado representando a sociedade. No entanto, como se sabe, o estado também é formado por seres humanos sujeitos a falhas e providos de ambições. Entregar tudo nas mãos do Estado é, como nos mostra a história, pedir um regime ditatorial.

b) A propriedade privada é uma extensão do nosso direito à auto-propriedade. Um escravo não pode possuir bens e não é dono do próprio trabalho. Somente um homem que possui o próprio corpo pode possuir os frutos do seu trabalho e vice-versa. Quando se torna a propriedade coletiva, defende-se, na prática, a escravidão generalizada: a posse do indivíduo pela “sociedade”.

A conseqüência deste modelo é a transformação do homem em um animal sacrificável sempre que ele não representa os interesses da sociedade. É a mesma premissa do nazismo e do socialismo, premissa que, vale lembrar, gerou mais de 100 milhões de mortes em todo o mundo (sendo estes 100 milhões frutos /apenas/ do socialismo).

Murray Rothbard, no prefácio de “For a New Liberty”:

“Consideremos um exemplo extremo: suponha-se que uma sociedade cresse fervorosamente que todos os ruivos fossem agentes do demônio e que, por isso, deveriam ser executados quando encontrados. Assumamos ainda que exista somente uma pequena parcela de ruivos em qualquer geração – tão poucos que sejam estatisticamente insignificantes. O utilitarista pode muito bem concluir: “Embora o assassinato de ruivos isolados seja deplorável, as execuções são pequenas em número; a grande maioria do público, não sendo ruiva, obtém uma satisfação psíquica enorme pela execução pública de ruivos. O custo social é insignificante, o benefício social e psíquico para o resto da sociedade é grande; portanto, é correto e apropriado para a sociedade executar os indivíduos ruivos.”

4. A falácia do amor universal

O amor não é um sentimento elástico. Amor consiste em dar privilégio e a única maneira de dar privilégio é através de um conjunto de regras que definam os privilegiados em questão. Aquele que ama a todos da mesma maneira sem reservas, na realidade não ama ninguém.

“Amor, amizade, respeito, admiração são a resposta emocional às virtudes do outro, o pagamento espiritual dado em troca do prazer pessoal egoísta que se obtém das virtudes de caráter do outro. É o altruísta que diz que a valorização das virtudes de outra pessoa é um ato de desinteresse. Amar é dar valor. Somente um homem racionalmente egoísta, que se valoriza a si mesmo, é capaz de valorizar alguém.”

(Ayn Rand em A virtude do Egoísmo)

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Written by libertarian

23 janeiro, 2008 at 11:02 pm

Publicado em Teoria

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