Libertarian Thoughts: Uma coleção de pensamentos libertários.

Pensamentos libertários.

Invadir a propriedade alheia

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Andou circulando entre alguns blogs, uma discussão que se baseava na seguinte pergunta: É lícito A invadir a propriedade de D para impedir que B mate C?

Alguns disseram que não, alguns que sim. No entanto, o problema da discussão é que a maioria das pessoas que disseram que sim afirmaram que isso era uma prova de que o direito natural não se encaixa em determinados casos.

Vamos aos fatos.

A é livre para fazer suas escolhas. Se ele considerar muito arriscado, ou se acreditar que é um esforço inútil salvar B de C, ele pode, simplesmente, não ajudar. Dizer que A deve ajudar é negar o seu direito ao próprio corpo, é torná-lo um escravo das expectativas da sociedade.

Mas caso ele decida ajudar, a linha de pensamento a se seguir é esta:

B está agredindo alguém, então, só podemos supor duas coisas sobre D (o dono da propriedade):

a) Ele está ciente da agressão que está sendo feita nos limites de sua propriedade.

b) Ele não está presente e nem está ciente da agressão.

Ora, se D está ciente da agressão a C, isso o torna, por extensão, um agressor. Como eu demonstrei no post anterior, ele perde seus direitos à propriedade no instante em que ignora os direitos alheios. Invadir a propriedade de D não é errado porque ele não tem mais jurisdição sobre ela.

No entanto a questão se complicou desnecessariamente quando foi debatido se ocorresse o que está na segunda opção. Se D não está ciente da agressão, isso implica que B também invadiu a propriedade de D. A estaria, na verdade matando dois coelhos de uma vez só: ajudando o agredido e ajudando D, que teve sua propriedade invadida. Isn’t wonderful?

*

Yay! O direito natural não falha.

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Written by libertarian

24 janeiro, 2008 às 5:32 pm

Publicado em Discussão

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Uma resposta

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  1. Olá,

    Sugiro dar uma olhada no post do Richard: http://depositode.blogspot.com/2008/02/comentrios-sobre-omisso-e-cumplicidade.html

    Embora ele seja defensor intransigente dos direitos naturais, ele aponta que tua solução é particular para um determinado caso.

    Para tu ver de onde se originou a discussão, onde está explícito o fato de que não precisamos supor que o crime ocorre dentro da propriedade de D, veja o meu post:
    http://oikomania.blogspot.com/2007/12/violaes-de-direitos-podem-ser.html

    A minha posição, que não advoga a absolutização dos direitos naturais, em consonância com a posição do Joel do Terra à Vista, está aí:
    http://oikomania.blogspot.com/2007/12/violaes-de-direitos-podem-ser_17.html

    Thomas Kang

    9 fevereiro, 2008 at 1:29 pm


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